Saindo de lá, caminhei lépida e faceira procurando um almoço. Mentira, eu estava faminta e quase desmaiando, porque esqueci da hora e como voltei pra dieta, quando passam três horas, preciso enfiar algo no estômago, ou fico hipoglicêmica. E as redondezas são péssimas para comer, ao menos em direção ao Museu Histórico Nacional. Eu devia ter ido pro outro lado, o da Cinelândia. Paciência. Gastei um pouco mais do que queria pra comer, mas tudo bem. Vou tentar não pensar nisso.
O conjunto arquitetônico é composto pelos prédios do antigo Forte de Santiago, depois Arsenal de Guerra, Casa do Trem e adjacências. É imenso e levei quase quatro horas pra percorrer tudo. Mas valeu a pena. Me senti enriquecida e se fosse professora aqui no Rio, certamente levaria meus alunos. E o melhor, alunos e professores da rede pública não pagam o ingresso de 6 reais. Eu puxei minha carteirinha da UFRGS e pronto, passei pela porta!
O tour começa com um vídeo institucional sobre o Museu, na sala que servia ao Supremo Tribunal durante a década de 1920. No teto pinturas que representam o Direito Romano, a Constituição Brasileira, o Código Civil e o Afonsino. Lindas, mas como muitas outras fotos, sem flash, ficaram péssimas.
Na sequência, a exposição principal nos leva pela história brasileira de forma cronológica, começando na pré-história com uma reprodução de uma caverna com pinturas rupestres.
Vou mostrar e falar apenas do que me chamou mais a atenção. Esse detalhe ali do lado é de um altar para Ogum, lindíssimo, aliás. Fica na seção que fala sobre a presença africana na nossa cultura. Aliás, eu fiquei fascinada com o cuidado com que os textos da exposição tratam da questão. Tinha todas as posições: Gilberto Freire, João José Reis, movimento negro. Elementos de história da África, da escravidão colonial e imperial e da abolição.
Esse aí ao lado é um dos três tronos que eu vi durante a visita. Ok, não é de se surpreender que o que tenha me encantado mais foram os objetos relacionados à monarquia. Eu pesquiso o período! Aliás, algumas coisas que muito tem a me dizer estavam lá, como pinturas famosas retratando batalhas da Guerra do Paraguai, bustos dos principais líderes militares, uma vitrine sobre as revoltas regenciais que tinha objetos farroupilhas... Enfim, muitas coisas. Mas como disse, algumas coisas não foram bem fotografadas pela falta de flash e técnica da fotógrafa. Outras, vou guardar para usar em outras ocasiões. Porquê? Simplesmente porque detesto aqueles posts entupidos de fotos, tá bom.
Por fim, vejam minha alegria no pátio dos canhões. Tirei muitas fotos desse lugar, porque me parece que só num museu os canhões podem mesmo ficar num pátio interno, rsrs.
2 enviaram correspondência:
Pois eu tenho um comentário mimimi... Minha foto predileta foi a última.
E adorei o último comentário também. rs
oh, eu tenho fotos melhores pra te mostrar lindo!
eu queria que tu pudesse vir comigo nessas coisas, pra fazer todos esses comentários ao vivo.
beijo, beijo!
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