sexta-feira, 25 de novembro de 2011

atravessando a baía de Guanabara

Estou chegando ao fim do meu périplo semanal e na semana que vem me despeço temporariamente da cidade maravilhosa. E antes que tudo acabe, vim com a missão de encontrar algumas coisas, e sendo assim, rumei até Niterói. Lá onde fica a Universidade Federal Fluminense e o melhor curso de pós-graduação em história do país.

Escolhi ir de barca. Não só porque já fiquei em engarrafamentos na ponte Rio-Niterói antes (ah, os tempos em que o movimento estudantil me fazia mochilar por aí!), mas também por que acho a barca o meio de transporte mais eficiente e agradável que já inventaram. Você paga um pouco mais que uma passagem de ônibus urbano (R$ 2,80, não sei quanto é o ônibus que vai pela ponte, mas na cidade do Rio R$ 2,50), senta em poltronas muitíssimo mais agradáveis, tem bem mais espaço e tem um café no segundo andar. Além disso, passa a concordar com todas as piadinhas de que Niterói tem a melhor vista do Rio, porque tem. E você tem ela em diferentes ângulos na barca. Sem contar que é fresquinho, e se não for horário de pico (quando realmente não é tão agradável assim, mas não chega a ser horrível) você pode ir na janela da frente, sentindo o vento bater no seu rosto. E é rápido, incrivelmente rápido. Claro que a saída é em um único ponto e o desembarque também. Mas como não ia ter que caminhar mais que três quadras até a UFF, valia.

Ao chegar na UFF meu susto: tem mais prédios em construção no Campus Gragoatá que os que já estão cosntruídos, diga-se de passagem, há décadas. É um daqueles lugares onde a expansão do ensino superior é física. Torço para que seja uma expansão super bem planejada e que reflita o desejo de manter a instituição entre as de melhor qualidade no país. Mas não se engane, nos prédios antigos, sentimos toda a familiaridade de universidades federais: na biblioteca há cartazes pedindo ajuda para reivindicar ar-condicionado; no banheiro, faltava papel higiênico; e, por fim, azulejos caíam da fachada da faculdade de Letras. Ah, como é bom estar em casa, rsrs.

Horas de cópias depois, voltei me perguntando se algum dia a travessia Porto Alegre-Guaíba, feita com os mesmos catamarãs (nomes das embarcações) vai ser acessível assim. Porque o equipamento é o mesmo, a distância praticamente a mesma e a demanda, proporcionalmente semelhante. Vai saber. Vai ver que a tradição de mais de século e meio das Barcas S.A. no Rio de Janeiro faz que o poder público se obrigue a viabilizar esse transporte, enquanto no Rio Grande do Sul, segue sendo um passeio.

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