domingo, 13 de novembro de 2011

hora

Passados os dias de pânico e exaustão que influenciaram meu último post, percebi que o de sempre aconteceu: não me faz bem falar em momentos de cansaço. O Leo foi a primeira pessoa a me dizer isso abertamente, mas na verdade, eu sempre soube que não é uma boa. Óbvio, que quando ele me disse, há quase dois anos na véspera do lançamento do meu livro, a coisa se materializou. Não pude mais fugir da realidade. Então, relativizem o que escrevi, porque realmente nem tudo precisa ser tão horrível.

O que ficou do caos é a convicção de que algumas coisas precisam mudar mesmo, não que não estejam mudando, mas é hora de se concretizarem. Eu já sei bem o que eu quero em termos profissionais e mais ainda, o que eu quero pra minha vida. E a verdade é que agora, não há mais motivos pra adiar nada, as condições finalmente estão perfeitas. Eis a hora de apertar o botão de start e construir as lindas coisinhas pelas quais venho lutando a tantos anos. Então 'bora lá.

Procrastinação em geral é horrível. Quando as pessoas comentam sobre as vitórias alheias e dizem que alguém teve sorte, em geral, eu fico um pouco irritada. Eu sei que não tem espaço pra todo mundo, mas pra quem procrastina tudo, não tem nenhum. Ninguém precisa se tornar o cúmulo da eficiência, o que imagino que deva ser muito chato de qualquer forma, mas reclamar da estagnação também não resolve. E a crença geral de que alguém tem sorte em conseguir o que quer acaba sempre desmerecendo o esforço do vitorioso, tanto em conseguir, quanto em manter a conquista.

Um pouco por isso, pra tentar um mínimo de coerência, eis a hora de tomar algumas atitudes por aqui. O descanso do feriado deve ajudar, mas eis a hora de começar a fazer as coisas que cabem no meu horário e que vão se manter na vida daqui pra frente. Organizar o que começa em dezembro não precisa esperar. Nem o que pode ser feito por telefone, e-mail ou de uma vez só. Assim, deixo pra minha nova vida, apenas o que será parte permanente dela. E aproveito pra curtir um pouquinho o que ainda resta de estadas no Rio e de tempo precioso perto da minha amiga Diana, e de todas as preciosas pessoas que sempre a rodeiam, sem ficar com a sensação que estou perdendo uma vida que não tenho mais ou que ainda nem começou. Por vamos combinar, nada pior do que estar sempre insatisfeito onde quer que a gente esteja. E eu não posso crer que isso seja vida, não mesmo.

0 enviaram correspondência: